abril
desfolhado
a
tela já não é sinfonia
nem
as aves gritam como qualquer papoila
num
campo distante
não
há forças para sonhar
tudo
afasta a magia da alquimia
cheira
a vida parada, calada…
onde
andas abril?
helena
maltez
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abril desfolhado a tela já não é sinfonia nem as aves gritam como qualquer papoila num campo distante não há forças para sonhar ...
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2 comentários:
Boa tarde Lena
Há neste poema uma atmosfera de suspensão e desalento que contrasta de forma delicada com a promessa implícita em Abril.
A linguagem sensorial, sobretudo o olfato em “cheira a vida parada”, intensifica a sensação de estagnação, enquanto as imagens naturais surgem despojadas da sua habitual vitalidade. O fecho, em forma de pergunta, ecoa como um apelo íntimo e melancólico, deixando no leitor a inquietação de um tempo que falha em florescer, assim como os cravos.
Boa Semana Santa.
Deixo um beijo
:)
https://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/
Um beijo
:)
Onde andas Abril, perguntas. E por onde andas tu que te ausentaste do nosso convívio? Tinha saudades de te ler.
Desejo um Páscoa com amor, saúde e paz.
Um beijo.
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